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Como foi ver o eclipse solar total no Chile


Em questão de segundos, a temperatura despencou. Ainda não saíram as medições meteorológicas, mas é possível dizer que foram mais de 10ºC. Os visitantes olhavam fixamente para o céu, quando o “dia passou a ser noite” por 1 minuto e 52 segundos. Assistir a um eclipse solar total é uma experiência única- como todos repetiram depois. Mais emocionante ainda é ver todos felizes ao redor.

Nesta terça-feira (2), o norte do Chile e uma parte da Argentina presenciaram ao fenômeno. O G1 e a TV Globo assistiram no Observatório La Silla, um dos melhores lugares para o fenômeno, na cidade de La Serena. O conjunto de telescópios fica a 2,5 mil metros de altitude. O céu estava limpo. Nenhuma única nuvem.

A versão parcial começou às 15h22 local, 16h22 no Brasil. Os visitantes tiraram os óculos especiais do bolso e começaram a assistir. Nesta fase é difícil fotografar sem uma câmera especial. Por isso, a maior parte das pessoas estava gravando com a ajuda de um filtro ou telescópio.

Às 16h39, a temperatura já tinha despencado e estava como é normalmente à noite na região da La Serena. Todos passaram a aplaudir, tiraram os óculos e viram o “dia virar noite” com um horizonte dourado. Mais uma vez: nenhuma única nuvem.

Emocionada, a chilena Mabel Gutierrez estava com o filho, Maximiliano Castro. Parou um instante para falar com o G1: “Foi uma experiência única, foi muito emocionante. Eu e meu filho compartilhamos uma experiência que não podíamos ter tido em nenhum outro lugar”.

É difícil, mesmo, ter essa experiência em outro lugar. Nos últimos 50 anos, de acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO), só foi possível assistir a um eclipse solar total duas vezes: uma em 1961, no L'Observatoire de Haute-Provence, na França; e em 1991, no Mauna Kea, no Havaí.

Por Carolina Dantas - G1