quarta-feira, 30 de maio de 2018

Greve dos caminhoneiros reduz poluição pela metade

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     A redução do tráfego causada pela greve dos caminhoneiros reduziu pela metade os índices de poluição na cidade de São Paulo, segundo relatório preliminar produzido pelo patologista Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o relatório, produzido no sétimo dia da greve, as emissões em São Paulo caíram pela metade em duas estações - Ibirapuera (zona sul) e Cerqueira Cesar (região central) - do Sistema de Informações de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

"Os resultados ainda são muito preliminares, mas os dados mostram que houve uma redução de 50% da poluição na capital paulista. Esse é um episódio raro e vamos estudar suas consequências na saúde pública. Quem sabe essas evidências quantitativas sirvam de argumento para a criação de políticas públicas", disse Saldiva ao Estado.

Os dados diários da Cetesb sobre poluição atmosférica na capital mostram que os índices de poluição aumentaram no início da greve, quando houve a liberação do rodízio. Mas, em seguida, quando o combustível começou a faltar e a circulação de veículos foi reduzida, houve forte queda. Na tarde da segunda-feira, 28 - o sétimo dia da greve dos caminhoneiros -, a qualidade do ar era considerada boa em todas as estações de medição e para todos os poluentes analisados, diz o relatório.

"Em geral, temos picos de poluição atmosférica na segunda-feira e na sexta-feira - quando o trânsito é mais intenso - e queda nos fins de semana. Desta vez a semana começou com um índice alto de poluição, com contribuição das condições meteorológicas, que piorou com a liberação do rodízio na quinta (dia 24). Com a redução dos veículos, porém, na sexta houve queda súbita nos níveis de poluição", explicou Saldiva.

Estadão

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