quarta-feira, 29 de março de 2017

Assaltante do Banco Central é preso em Borrazópolis



Em 2005, aconteceu um dos furtos mais famosos do país, que foi praticado contra o Banco Central de Fortaleza, no Ceará. Foi considerado o sétimo maior furto a banco do mundo e o maior furto a banco da história do Brasil. Segundo a Polícia Federal, com base em estimativas, foram roubados aproximadamente 164 milhões de reais, mais de 30 criminosos participaram do crime, e um deles: Jean Ricardo Galian, foi preso, na manhã desta quarta-feira(29), na zona rural de Borrazópolis por equipes do 10° Batalhão de Apucarana, Companhia de Jandaia e de Ivaiporã.

Ele estava na região rural, conhecida como Bairro Santa Terezinha, no sítio de um casal de agricultores, pessoas idôneas, mas que são tios de Galian e receberam a visita do sobrinho. O indivíduo foi identificado e preso, primeiramente, após uma operação realizada em Mauá da Serra. Ele estava dirigindo uma Land Rover brindada, mas apresentou o nome falso de Carlos Eduardo Albuquerque, e uma carteira de habilitação suspensa. Ele chegou a receber voz de prisão, mas foi liberado.

O serviço de investigação descobriu que o nome verdadeiro era Jean, e que após liberado em Mauá, ele se dirigiu para a zona rural de Borrazópolis, local onde foi preso após uma mega operação envolvendo diversas viaturas, inclusive a equipe Canil. Jean revelou que no caso do Banco Central, foi um dos responsáveis pelo túnel, cuja escavação para se fazer o buraco, que possibilitou a invasão, demorou cerca de três meses. Também ele teria informado que ficou com 4 milhões do dinheiro roubado, mas não se sabe se estas informações são reais. O meliante estava com cinco mandados de prisão, por isso foi entregue ao Delegado Dr. Antônio Sílvio Cardoso, de Faxinal, mas sua transferência para um presídio de segurança maior, já era viabilizada, até ser transferido a São Paulo.

A Secretaria de Segurança do Paraná, informou que Galian possui diversas passagens pelo sistema prisional brasileiro, principalmente pelos crimes de roubo e porte ilegal de arma de fogo. De acordo com informações veiculadas pela imprensa no ano de 2006, Galian confirmou ter pagado mais de R$ 2,4 milhões para não ser preso pelo crime no Banco Central de Fortaleza, em depoimento prestado à Justiça Federal. Foi o maior assalto a banco da história do Brasil e considerado um dos maiores crimes do gênero em todo o mundo. Na época, Galian confessou ter sido um dos escavadores do túnel que deu acesso ao cofre do banco.

Advogados dos réus disseram que muitos dos integrantes chegaram a ser presos e liberados, após pagamento de propina a policiais de São Paulo e do Ceará. Ainda na década de 2000, Galian foi preso outra vez, por escavar um novo túnel, com a intenção de chegar aos cofres de um banco no Rio Grande do Sul. No Paraná, Galian já havia cumprido pena na Colônia Penal Agroindustrial, no Complexo Penitenciário de Piraquara, de onde fugiu em 1998. Em 2008, ele teve uma nova passagem pelo sistema prisional do Estado, antes de ser transferido para uma unidade penal em Guarulhos (SP). Na última semana, Galian foi denunciado como autor de violência doméstica contra uma companheira no bairro Água Verde, em Curitiba. Na ocasião, ele também esfaqueou o porteiro do prédio. Desde então, ele havia fugido. 

PRISÃO EM BORRAZÓPOLIS
Na cidade de Borrazópolis, ele estava na casa de Valdemiro Stapait e sua esposa Fátima, do qual é sobrinho. É importante ressaltar que os agricultores são pessoas idôneas, que apenas receberam a visita do sobrinho. Seu Valdemiro chegou a ser encaminhado para a Delegacia, por causa de um arma velha que havia em sua residência, o que caracterizou posse ilegal. Foi estipulada uma fiança para que o produtor rural pudesse ser liberado.

Berimbau

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