quinta-feira, 7 de maio de 2015

EDUCAÇÃO - "Nossa prioridade é o retorno das aulas", diz nova secretária

A nova secretária de Educação do Paraná, Ana Seres Trento Comin, que assumiu o cargo na quarta-feira (6), disse na manhã desta quinta (7) que o mais importante em um primeiro momento é a retomada das aulas e a reposição do calendário escolar. Ana Seres também disse que agendou uma reunião com os professores para discutir as pendências da categoria. Os professores do estado estão em greve desde o dia 25 de abril e quase um milhão de alunos estão sem aula.

"Nossa prioridade é o retorno das aulas, principalmente para os alunos que estão no Ensino Médio, por causa do vestibular e do Enem", disse.

Os professores são contra o projeto do governo estadual que muda a forma de custear a ParanaPrevidência, o regime da Previdência Social dos servidores do estado. O projeto já foi aprovado na Assembleia Legislativa e sansionado pelo governador Beto Richa (PSDB).

Ana é formada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e é professora há mais de 40 anos. Ela ocupava o cargo de superintendente da Secretaria de Educação e substitui o ex-secretário Fernando Xavier, que pediu demissão do cargo.

"Eu penso que nós temos condições, sim, de cumprir os 200 dias letivos e as 800 horas de aulas, até porque isto é uma obrigação e está previstos em lei. E para esses alunos do Ensino Médio, que já estão preocupados não só com o Enem, mas também com o vestibular, nós estamos ofertando um curso preparatório que já existe na secretaria há dois anos", argumentou a secretária. Ela disse ainda que vai se reunir na manhã desta quinta com representantes de 32 núcleos do estado para discutir a questão.

A mudança na pasta da Educação ocorre mediante crise na educação do estado e sete dias após o confronto entre professores e Polícia Militar (PM) em Curitiba, que resultou em mais de 200 pessoas feridas na quarta-feira (29).

A reunião com os professores também foi marcada para esta quinta-feira, segundo Ana Seres. Entre as pautas de discussão estão o pagamenro retroativo da data base de 2014 e o reajuste salarial. "Nós queremos conversar, queremos dialogar e abrir para as negociações". A secretária comentou ainda que, mesmo com a decisão judicial que considerou a greve ilegal, os professores não terão os dias faltados descontados.

Quatro meses de mandato
Fernando Xavier Ferreira havia sido nomeado para o segundo mandato do governandor Beto Richa (PSDB), que começou em janeiro deste ano. Ele foi presidente da Telecomunicações do Paraná, diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional e presidente da Telecomunicações Brasileiras. Ele pediu demissão por motivos pessoais, ainda de acordo com o governo estadual.

O conflito da semana passada aconteceu no dia em que os professores protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) contra o projeto do governo estadual que mudava a forma de custear a ParanaPrevidência, o regime da Previdência Social dos servidores do estado.

Com a paralisação, quase um milhão de alunos estão sem aula em todo o estado. A Justiça chegou a determinar o retorno imediato dos professores às salas de aula, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) entrou com recurso.

Lei sancionada
Apesar do conflito, no mesmo dia, os deputados aprovaram o texto em segundo turno e em redação final. No dia seguinte, foi sancionado pelo governador.

O objetivo é dar fôlego ao caixa da administração estadual, proporcionando economia de R$ 125 milhões por mês. Em janeiro deste ano, a ParanaPrevidência pagava R$ 502.185.821,98 mensais em aposentadorias e pensões nos três fundos que a compõem: o Militar, o Financeiro e o Previdenciário.
[ RPC - G1 Paraná ]

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