sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

HORA DE MUDAR - Horário de verão terminou e desafio é reduzir consumo

O horário de verão terminou e agora, o desafio é reduzir o consumo logo no começo da tarde. Acaba o horário de verão e nenhuma campanha de alerta para consumo de energia até agora.

Os reservatórios das hidrelétricas ainda estão baixos. E é preciso pensar a longo prazo em garantir energia para o ano inteiro, que mal começou. O governo tem agora um novo plano. O Ministério de Minas e Energia estuda comprar energia do Uruguai.

Para quem gosta dos dias mais longos, com luz natural até 7h, 7h30 da noite, está chegando a hora de se despedir do horário de verão. “Eu gosto sim. Porque no final de semana dá para aproveitar um pouco mais o sol, sair um pouco mais os com os amigos”, diz o jornalista João Gabriel.

“A impressão que as coisas vão passar mais rápido e você vai poder aproveitar melhor o dia. No final do trabalho”, diz o Assistente Administrativo Jean Barbosa.

O horário de verão começou no dia 19 de outubro em Brasília e mais dez estados do Sudeste, Centro-Oeste e da região Sul. “Para quem sai 4 h da manhã de casa, é muito ruim” conta uma mulher.

O principal objetivo do horário de verão é estimular um aproveitamento maior da luz do dia para reduzir um pouco a concentração do consumo de energia no comecinho da noite. Evitar, por exemplo, que a iluminação pública seja acionada no mesmo momento em que pessoas chegam em casa e ligam a luz, a TV, o chuveiro elétrico, e outros aparelhos.


Nos últimos anos, o horário de pico no consumo de energia, que era por volta das 6h, 7h da noite, foi antecipado. Os brasileiros compraram muitos aparelhos de ar condicionado e o consumo tem atingido o auge às 2h30 da tarde. Mesmo assim, o governo diz que o horário de verão cumpre a função de evitar uma sobrecarga no sistema.

O ministro de Minas e Energia diz que os técnicos ainda estão terminando o balanço, mas que a meta de redução do consumo deve ser alcançada. “Os números preliminares confirmam aquilo que estava previsto. Uma economia em torno de 4,5% na ponta de carga e uma economia energética da ordem de 0,5% durante o período de horário de verão”, afirma ministro de Minas e Energia Eduardo Braga.

A economia com o horário de verão ajuda, mas é pequena perto do tamanho do problema que o país vive por causa da queda na geração de energia hidrelétrica, provocada pela falta de chuvas. O governo prometeu adotar algumas medidas, como fazer campanhas para estimular o consumo consciente de energia, mas elas só devem sair do papel em março. Estímulo para reduzir o consumo, por enquanto, só mesmo na conta de luz que está bem cara. Nesta quinta-feira (19), o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga anunciou que o governo estuda comprar energia do Uruguai.

Para o consultor, o governo já deveria ter assumido que a situação é crítica e ter iniciado ainda no ano passado as tais campanhas de conscientização. “Acho que o governo tem demorado bastante ao tomar as suas medidas de comunicação ao público de que nós estamos em uma situação grave e que temos que tomar medidas de racionalização de energia, medidas essas que vão desde uma economia voluntária da população como rumo a economia voluntária com algum tipo de benefício”, afirma.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, os relatórios que irão confirmar a economia de energia no período de vigência do horário de verão, saem na semana que vem. Hoje, quando o sol deu as caras em Brasília já passava das 7 da manhã.

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