terça-feira, 23 de setembro de 2014

CAIU NA NET - Sucuri é perseguida no MS e tripulantes do barco são multados



Um vídeo, que mostra uma sucuri sendo perseguida e manipulada por tripulantes de uma embarcação em um rio de Mato Grosso do Sul, ganhou repercussão na internet e cerca de 5 milhões de visualizações em três dias. A gravação foi feita por uma pessoa que estava dentro de barco no rio Santa Maria, em Maracaju, a 157 km de Campo Grande.

As imagens mostram o momento em que o homem avista a sucuri às margens do rio. Ele pede para que o barco seja aproximado do animal e usa uma das pás de remo para cutucar a cobra. A mulher, que está na embarcação pede para o homem parar de mexer com o bicho. Em seguida, a sucuri se afasta da margem e tenta fugir do barco, que a persegue.

Em outro momento, um dos homens da embarcação incentiva que o outro ocupante do barco pegue no rabo do animal e o puxe. A cobra tenta fugir antes de ser solta na água e nadar na direção oposta ao barco.

Crime ambiental
O vídeo foi postado na internet pelo casal que participou da gravação. Conforme a Polícia Militar Ambiental (PMA), o homem e a mulher moram na cidade. Após a publicação da gravação, a PMA recebeu uma denúncia sobre o vídeo e conseguiu identificar, na última quinta-feira (18), as três pessoas que presenciaram o crime.


O major da PMA, Edmilson Queiroz, disse aoG1 que o homem e a mulher foram autuados e receberam multa de R$ 1,5 mil cada um, com base no decreto nº 6.514/2008, que dispõe sobre infraçãos ao meio ambiente.

O casal deve responder pelo crime de maus-tratos. A terceira pessoa, que aparece segurando o rabo da sucuri, ainda não foi localizada pela polícia, por isso não recebeu a autuação e multa.

Os autuados têm 20 dias para apresentar defesa junto ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), segundo a PMA. A autuação será encaminhada à polícia judiciária para investigação de crime pela Lei de Crimes Ambientais (9.606/1998). A pena pode chegar a um ano e meio de detenção.

Sem intenção
O advogado Amilton Ferreira de Almeida, que defende o casal, disse ao G1 que os autuados não tiveram intenção de machucar o animal.

"Houve a imprudência e negligência, sim, mas não houve dolo. Não havendo dolo não há crime. A intenção deles não era maus-tratos. Não houve a vontade livre e consciente da prática da conduta. Foi uma brincadeira", afirmou Almeida.

Ainda segundo o advogado, o casal está arrependido da brincadeira e não imaginava que o vídeo postado na internet teria tamanha repercussão. "Estão arrependidos pela repercussão negativa que deu. Até porque se a intenção deles era postar o [vídeo], se tivessem praticando um crime na intenção do crime, eles não postariam, de forma alguma. Eles postaram, sabiam que ia se tornar público", concluiu.

[ G1 ]

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