segunda-feira, 1 de setembro de 2014

ACONTECEU - Helicóptero que caiu estava irregular e superlotado, diz Anac

O helicóptero que caiu em Candói, na região central do Paraná, no domingo (31), estava voando em situação irregular, conforme aponta o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam vencidos, ambos há mais de um ano. Além disso, a capacidade do helicóptero era para três passageiros mais o piloto – no momento do acidente, seis estavam a bordo. O piloto foi o único ocupante que não ficou ferido, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

As vítimas foram levadas ao hospital e liberadas no mesmo dia, entre elas, duas crianças, de sete e oito anos. O acidente aconteceu a 100 metros da Festa Nacional do Charque, organizada pela prefeitura da cidade. O evento começou na quarta-feira (27) e terminou no domingo. No dia do acidente, os bombeiros informaram que a aeronave caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros, que sofreu uma pane no motor e encostou em uma rede de alta tensão antes de cair.


Segundo a Anac, o CA estava vencido desde o dia 14 de fevereiro de 2013, e a IAM tinha vencido em 22 de dezembro de 2012. "Portanto, [a aeronave] não estava apta a operar", como informa uma nota enviada pela Anac ao G1.

A Inspeção Anual de Manutenção deve ser revalidada todos os anos. Já a revalidação do Certificado de Aeronavegabilidade depende do tipo da aeronave, ainda conforme a Anac.

'Foi horrível'
O mecânico Wilson Neves, de 45 anos, estava no helicóptero com a filha de oito anos e outros parentes. Ele contou ao G1 que o helicóptero subiu cerca de cinco metros e retornou ao solo para que os ocupantes do banco de trás trocassem de posição a pedido do piloto. “Na segunda tentativa, subiu, decolou e já imbicou para baixo de vez. Pegou numa rede de luz, e fomos para o chão”, relatou.

“Foi horrível. Eu vi que ele bateu [na rede de alta tensão] e, na hora, pensei na minha família. Meu pressentimento era de que estava acabando tudo, que era o nosso fim”, disse o mecânico. De acordo com Neves, o helicóptero fazia voos panorâmicos no município desde o início do evento. Ele pagou R$ 120,00 pelo passeio para ele e a filha. “Fui à festa com a intenção de fazer o passeio com a minha família e quase entrei numa tragédia. Era meu sonho voar de helicóptero”, afirmou.

A Prefeitura de Candói informou que vai apurar todas as informações sobre o caso. Em nota, a administração municipal esclareceu que contratou uma empresa, via procedimento licitatório, para a realização do rodeio country da 14ª Festa Nacional do Charque.

“Dentre as atribuições contratuais da empresa, consta a disponibilização de helicóptero para o transporte do locutor nacional até o local de realização do evento. Pelas informações preliminares, o incidente envolveu essa aeronave, que estava sob a responsabilidade da empresa”, diz um trecho da nota da prefeitura.
[ G1 ]

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