quarta-feira, 18 de junho de 2014

PARANÁ - Passa de 770 mil os afetados pelas chuvas

Mesmo com a interrupção das chuvas fortes há mais de uma semana, a quantidade de pessoas que tiveram prejuízos no Estado continua crescendo significativamente. O novo balanço da Coordenadoria da Defesa Civil apontou que 774.047 paranaenses foram afetadas pelas enchentes, enxurradas, alagamentos e deslizamentos em 153 municípios. Ao todo, 3.605 moradores permanecem desabrigados (vivendo em abrigos públicos) e 32.456 pessoas seguem desalojados (na casa de parentes ou amigos). Além disso, 14.738 residências também foram danificadas e 92 totalmente destruídas.

Tanto que ontem, por volta das 12h30, a presidente da República, Dilma Roussef, sobrevoou o município para verificar os danos causados. Ela desembarcou na cidade e se reuniu com o prefeito Paulo Ivo Ilkiv e com vereadores para avaliar a situação de calamidade pública. O governador Beto Richa (PSDB), a senadora e pré-candidata ao governo, Gleisi Hoffmann (PT-PR), além do presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB) recepcionaram a presidente.



Nesta terça-feira, Dilma sobrevoou as áreas atingidas na região de União Vitória e concederia entrevista coletiva para comentar sobre a ajuda do governo federal aos municípios atingidos. 

Em União da Vitória, que tem aproximadamente 53 mil habitantes, 52.616 moradores foram afetados, sendo que 12.152 seguem desalojados e 520 desabrigados. Três mil residências estão danificadas. Outras cidades também em situação crítica: Rio Negro está com 5.280 desalojados e 250 desabrigados; Rebouças soma 3 mil desalojados e 300 desabrigados; em Guarapuava, 500 seguem desalojados e 234 desabrigados. ''Verificamos que o nível dos rios nas regiões Sul e Centro-Sul ainda não baixaram e, com isso, o número de afetados deve aumentar. Temos que aguardar para termos um panorama mais real'', disse o capitão Eduardo Pinheiro, da Defesa Civil. 

Conforme o chefe do gabinete da Prefeitura de União da Vitória, Antônio Oscar Nhoatto, o prejuízo na cidade deve ultrapassar os R$ 100 milhões. Ele também ressalta que o nível do Rio Iguaçu precisa baixar para que todos os estragos sejam contabilizados. ''A situação é desesperadora. Além dos moradores afetados e das estruturas (pontes e estradas) danificadas, teremos um impacto econômico grande porque muitas indústrias também tiveram perdas. Esperamos uma resposta rápida por parte dos governos estadual e federal para nos auxiliar na recuperação'', apontou.

[ Bonde ]

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