terça-feira, 17 de setembro de 2013

Operadoras de telefonia criam chips e planos exclusivos para jovens

Há chips de celular circulando por aí que não são adquiridos em lojas de operadoras. A forma de adquiri-los é curiosa: só um cliente que já tem um chip igual àquele pode fornecer um, e de graça, mas só se ele desejar. Parece algo secreto, mas trata-se de uma aposta aberta das operadoras de telefonia para o público jovem. 

Como, na visão da empresa, o jovem gosta de exclusividade e de ter poder de decisão, a TIM criou uma maneira de agradar este público. O TIM Beta é um chip pré-pago que oferece ligações ilimitadas para clientes da mesma operadora e acesso à internet por R$ 0,25 cada serviço, o dia que usar. Para adquirir, o interessado deve estar na rede de contatos de um Beta Lab, um tipo de usuário que tem o direito de receber três chips TIM Beta a cada três meses, pelo correio. Estes chips podem ser distribuídos a quem ele quiser. Para chegar ao nível dos Beta Labs, o cliente participa de um game social que dá pontos a quem faz mais ligações, envia mais SMS e usa mais as redes sociais pelo celular.

A Oi também lançou este mês um chip voltado ao público jovem, chamado Oi Galera. De acordo com informações da assessoria de imprensa da operadora, o plano pré-pago oferece serviços de voz, dados, SMS, música e acesso à rede wi-fi da operadora, pagando R$ 0,99 o dia que usar. Os clientes podem convidar mais amigos para participar a partir de um aplicativo no Facebook. 

A TIM não abre o número de clientes jovens, mas cita pesquisa que diz que este público faz, em média, dez vezes mais ligações que pessoas das demais faixas etárias. "É um público estratégico", declara Claudio Luiz da Silva, gerente de Marketing do segmento jovem da operadora.


"As empresas estão caminhando na contramão do marketing de massa", comenta a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unopar, Flávia Ponin Frutos. Para ela, quanto melhor a estratégia de segmentação de uma empresa, maior a eficácia de suas ações de marketing. O mercado também está seguindo o caminho da segmentação multiatributos, diz, que leva em consideração não só a relevância demográfica de um tipo de consumidor específico, mas também o seu comportamento e estilo de vida. E o jovem é um cliente em potencial para as operadoras. "É um cliente novo no mercado, interativo, comunicativo, adaptado às mídias e que já têm inclusão digital." 

Os jovens reconhecem que se trata de uma estratégia das operadoras para divulgar o produto. "É um jeito de ter as pessoas por perto e não perdê-las tão facilmente", opina o estudante Eduardo Henrique, de 19 anos. Mas eles aderem pelas tarifas baixas oferecidas. O projetista Marcos Vinicius Soares, 18, que faz cerca de 15 ligações por dia e acessa a internet pelo celular, adquiriu um destes chips pela vantagem de fazer ligações ilimitadas por um valor fixo ao dia. "Hoje não uso mais (o chip), pois contratei um plano pós-pago. Mas se eu não tivesse usado, não teria adquirido confiança para fazer outro contrato na mesma operadora." 

Conrado Ferreira também viu vantagem nos custos da tarifa quando recebeu de Marcos Vinicius o seu chip. "Por R$ 0,25 ao dia fica fácil entrar na internet", salientou o estudante de 23 anos, que faz, em média, dez ligações por dia. Para ele, os preços a que chegaram os planos de telefonia já estão razoáveis, no entanto, ainda há o que melhorar em outras áreas. "O preço está ótimo. Mas é preciso melhorar a qualidade." Na opinião de Marcos Vinicius Soares, o interessante seria ter planos pré-pagos que permitissem usar a internet com menos restrições. Já Eduardo Henrique gostaria que seus créditos não expirassem.

[ Folha Web ]

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