sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Molho verde conquista restaurantes e vira marca londrinense

Geralmente feito de maionese e cheiro verde, mistura é ótima pedida para acompanhar lanches e porções
No boemia londrinense, há bem uns 20 anos, alguns amigos se reuniam no bar do Carioca para um happy hour, regado a boa conversa e cerveja. Não podia faltar, entretanto, o espetinho de carne com o famoso molho verde, uma especialidade que atravessou gerações, receita passada de pai para filho, do Carioca para Joaquim Francisco de Souza Theodoro.
“Os jornalistas iam muito lá. E eu aprendi com meu pai, fazia com cheiro verde”, conta Theodoro. O molho verde é hoje uma mania nos restaurantes e lanchonetes de Londrina.

Antigamente, entretanto, a maionese verde acompanhava a porção de picanha. Mais tarde passou a ser indispensável nos sanduíches. “O que se encontravam muito eram molhos tártaros e de alho. Aí a gente fez esse molho verde, que até então era uma novidade”, lembra.

A princípio, o preparo levava maionese caseira. Há 15 anos Oswaldo passou a usar a maionese industrializada, como forma de evitar a salmonela. “Hoje fazemos com maionese industrializada e incrementamos com salsinha, cebolinha e mostarda”, observa.

Embora o produto comprado no supermercado permita uma validade maior, o que torna o molho perecível é a salsinha e a cebolinha. “A validade despenca. Usamos no máximo até 48 horas. Fazemos apenas a quantidade de um dia para o outro.”

Oswaldo explica o risco representado pela salmonela: “A casca do ovo tem micro rachaduras e a salmonela fica na casca do ovo. Já faz 15 anos que não fazemos mais a maionese caseira, apesar dos clientes pedirem.”

João Paulo Carvalho Lara oferece, como aperitivo, dois pequenos pães franceses acompanhados da maionese verde. Junto com a mãe, ele é proprietário.

“Vai cheiro verde, azeitona, maionese, leite, óleo de soja, caldo de galinha assada e um pouco de pimenta”, explica. Todo dia pela manhã, uma nova leva de maionese verde é preparada, já que o alimento é perecível.

Além de servida na entrada, há cliente que prefere utilizar a maionese no filé de frango à milanesa, prato servido durante o almoço. O restaurante, aberto de segunda a sábado, existe há 22 anos.
[ Jornal de Londrina ]

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