quinta-feira, 25 de julho de 2013

Vacina contra hepatite B atende 80% da população do Paraná

Com a ampliação do público alvo de vacinação contra a hepatite B em todo o país, estima-se que pouco mais de oito milhões de paranaenses tenham direito à vacina na rede pública de saúde. As doses estão disponíveis nas mais de 2,5 mil unidades básicas de saúde do Paraná. 

Além da população com idade até 49 anos, também podem se vacinar manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais (civis, militares e rodoviários), doadores de sangue, profissionais do sexo e coletores de lixo domiciliar e hospitalar. 

O coordenador de imunização da secretaria estadual da Saúde, João Luis Crivellaro, afirma que essas pessoas fazem parte dos chamados grupos de risco para o contágio da doença. “Como a hepatite é transmitida sexualmente ou pelo contato com o sangue de uma pessoa infectada, é preciso priorizar a imunização desses profissionais que estão mais expostos à doença”, destacou. 

De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, a vacina não tem contraindicação e é a forma mais eficaz de se proteger contra a doença. “Para se vacinar é fácil. Basta comparecer a um posto de saúde portando um documento de identificação e solicitar a vacina em qualquer período do ano”, explica. 

A vacina disponível na rede pública é ofertada em três doses. A segunda dose deve ser aplicada 30 dias após a primeira e, a terceira, seis meses após a primeira. Para ter imunidade a pessoa deve completar todo o esquema vacinal no período indicado. 

“Esta é a principal dificuldade da vacina contra Hepatite B. As pessoas tomam a primeira dose e esquecem de voltar para receber o restante. Quando isso acontece, todo o esquema vacinal tem que ser reiniciado”, afirmou o superintendente. 

DOENÇA – As hepatites virais são doenças que comprometem o funcionamento do fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Se não tratadas de maneira correta, as hepatites podem evoluir para a cirrose e até o câncer. 

Em todo o Brasil, há registros de circulação das hepatites tipo A, B, C e D, sendo que a última é mais comum na região da Amazônia. Atualmente, há vacina disponível apenas para o tipo B. Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas às medidas de prevenção indicadas para cada tipo de hepatite.

[ ANP ]

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